- A FRAUDE ANTROPOLÓGICA DOS GUARANI DO PARAGUAI - Contrário a praxe científica inerente aos procedimentos técnicos que fundamentam, legitimam e dão credibilidade às teses acadêmicas, e também, aproveitando a negligência da FUNAI - Fundação Nacional do Índio em conter a ânsia acadêmica dita indigenista, um grupo de antropólogos passou a informar a opinião pública, para a necessidade de demarcar terras em benefício de indígenas que haviam chegado ao litoral catarinense no início da década de 1990. Sob a argumentação de que eram povos tradicionais habitantes da costa brasileira, omitindo o fato de que haviam chegado recentemente ao litoral, e, que eram oriundos do Paraguai e da Argentina, antropólogos vinculados as Universidades sobrepuseram os interesses manifestados em suas teses acadêmicas, as reais necessidades destes indígenas desterrados. Instruídos a assumirem a identidade dos povos autóctones da costa sul e sudeste brasileira extintos no século XVII, os assim denominados, Mbyás, nativos do Paraguai e Argentina, foram orientados a ocupar locais que os tornassem amplamente visíveis: as bordas das áreas remanescentes da Mata Atlântica ou as margens das rodovias em processos de duplicação, foram os locais taxados pela FUNAI como TI – Terra Indígena. Os Guarani - Mbyá e Nhandéva remanescentes dos povos que compõem a família lingüística Tupi - Guarani, tradicionais habitantes do Paraguai, finalizam uma saga iniciada nos idos do século XVI. Na região mais densamente habitada do território brasileiro cumprem o papel de serem indígenas quando se evoca interesses antropológicos, ou, a iniqüidade de serem meros indígenas para uma sociedade que a eles confere a piedade aos seres sem sonhos, sem sentimentos e sem esperanças, seres quase humanos. Um triste epílogo resumido pela mendicância observada no centro de Florianópolis, alternada com a ociosidade nos barrancos da BR 101 nas cercanias da capital catarinense, onde foram assentados. Nesta conjuntura de ignorância e desprezo pelo ser humano o que menos tem sido considerada, são as reais aspirações das populações indígenas exóticas Mbyá e também Nhandéva. Utilizado para interceder no processo de duplicação da rodovia BR 101, ou a serviço da Antropologia acadêmica aparte dos conceitos humanitários, o ser humano indígena, manipulado, passa a condição de mero objeto, números ou dados para fins estatísticos, subsídios necessários às teses antropológicas acadêmicas descartáveis. Fundamentado por um apanhado documental e bibliográfico consistente demonstro, a partir da questão indígena de origem, no Morro dos Cavalos - SC, as conseqüências de laudos antropológicos indígenas fraudados executados por profissionais pautados por um código de ética sui generis, onde a fraude tornou-se atributo de caráter e a ética, virtude máxima das Ciências Humanas, alinhou-se ao desprezo pelos valores morais negligenciados no âmbito das instituições responsáveis pela condução das políticas indigenistas brasileira. Neste contexto estão inseridas as instituições formadoras do conhecimento necessário à compreensão das culturas dos povos autóctones do Brasil e Paraguai. Concomitante ao tema entenda a majoração indevida na ordem de mais de R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões), valores não atualizados, nos custos financeiros da ampliação rodoviária no local denominado Morro dos Cavalos -SC, motivada pelas interferências da FUNAI - Fundação Nacional do Índio e de Antropólogos atuantes no projeto de duplicação desta rodovia. Conheça a fundo as razões determinantes para a sustação, atraso e o aumento indevido dos custos desta obra na região próxima a capital catarinense. Some às conseqüências do parágrafo anterior a desagregação da cultura Guarani, perpetrada pela antropologia brasileira. A partir dos tópicos abaixo linkados, para a melhor compreensão desta questão indígena, exponho resumidamente como foi encaminhada uma fraude antropológica de conotação internacional, tendo como vítimas os indígenas miseráveis desprovidos de reação. Os que arquitetaram a fraude são antropólogos alheios aos conceitos éticos e morais. A plataforma de ação, necessária à consolidação da fraude, se sustenta na omissão e no descaso para com a fiscalização da “coisa pública” brasileira. Demonstro como os projetos de duplicação da BR 101, ligando Santa Catarina ao Rio Grande do Sul, têm sido uma das plataformas de ação, e, de igual sorte, agentes financiadores da antropologia fraudulenta, portanto co-responsáveis pela política indigenista que mantêm mais de uma centena de Mbyás as margens desta rodovia, em locais insalubres e impróprios a habitação humana. Outra estrutura pública a serviço das fraudes nocivas aos indígenas é a FUNAI.
DO LOBBY NA INDÚSTRIA DE RELATÓRIOS ANTROPOLÓGICOS de conclusões pré-concebidas, a um EIA-RIMA fraudado. Leia mais. O PROCEDIMENTO ANTROPOLÓGICO CARACTERÍSTICO para justificar assentamentos desumanos, impingidos aos Guarani provenientes do Paraguai e Argentina, quando não há fontes bibliográficas ou memória oral. Leia mais. AS MORTES PRÉ-ANUNCIADAS DOS GUARANI – MBYÁ: consequências do estímulo ao assentamento e permanência no local insalubre insalubre MORRO DOS CAVALOS/SC. Leia mais. QUEM GANHA E QUEM SE BENEFICIA com as fraudes antropológicas. Leia mais. AS RESPONSABILIDADES DA UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Leia mais. DO DESPREZO PELA ÉTICA CIENTÍFICA AO BIZARRO: declinar da conceituação fraude por um momento, a tônica nos procedimentos antropológicos de Maria Inês Ladeira, para entender o que significa desrespeito e desprezo pelo homem índio. Leia mais. UMA RÁPIDA VISÃO DA IMIGRAÇÃO INDÍGENA MBYÁ PARA DENTRO DAS FRONTEIRAS BRASILEIRAS. FONTE: Mobilidade Guarani: História e Significação. Ivori José Garlet – Dissertação de Mestrado – PUC – 1997. Leia mais. A quem interessa Objetivos Proposta Início Galeria de Fotos ContatoANTROPOWATCH