OS PROTAGONISTAS E SUAS CONCEITUAÇÕES INICIAIS FRAUDADAS

 

PRIMEIRAMENTE UMA RÁPIDA VISÃO NAS CONDICIONANTES QUE REGEM A CONDUTA DO ANTROPÓLOGO FRAUDADOR:
- Manipulação da bibliografia Guarani
- Texto Legal Constitucional - Art. 231 da Constituição Brasileira
- Material de Trabalho
- Agente Financiador
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BIBLIOGRAFIA GUARANI: o volume bibliográfico produzido em referência a cultura Guarani é muito vasto. Segundo a maior autoridade sobre o tema, relatos e estudos foram produzidose registrados desde o século VXI. Veja o que disse Curt Einkel, naturalista e o maior estudioso da cultura Guarani de todos os tempos: “Os índios Guarani são tão conhecidos, que pareceria supérfluo escrever ainda mais alguma coisa a seu respeito. Os especialistas têm-se ocupado com eles relativamente até demais, a tal ponto que o estudo minucioso desta nação e de sua língua fez com que se descuidasse de todas as outras nações da região. Já em 1602 os jesuítas, a partir do Paraguai, começaram a catequese destes índios”. (As Lendas da Criação e Destruição do Mundo como os Fundamantos da Religião dos Apapocúva-Guarani - Curt Einkel /Nimuendaju).
A citação acima é importante para que não se suscite dúvidas quanta à disponibilidade de fontes bibliográficas que dispunham Maria Inês Ladeira/Ong-CTI e Maria Dorothea Post Darella/ UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina, quando propuseram distorcer e alterar a memória histórica referente aos habitantes indíginas do sul da América do sul.
Indispensável ao propósito dos antropólogos da UFSC e da Ong - CTI, uma base bibliográfica inexistente que justificasse seus argumentos e teses precisava ser formatada, para que um processo demarcatório voltado a efetivação da reserva indígena Guarani paraguaia na região lograsse êxito. Assim, amparada por um pífio relatório forjado em 1991 por Maria Inês Ladeira/Ong – CTI (Centro de Trabalhos Indigenistas), a própria Maria Inês Ladeira peticionou um processo demarcatório na região denominado Morro dos Cavalos. Este relatório eivado de fraudes e casuísmos para que se adequasse às exigências da FUNAI, junto com um trabalho primário e despretensioso de conclusão de curso, datado de 1975, que mencionava uma família Guarani originária do Paraguai, habitantes casuais na região, foram as fontes bibliográficas de M.I. Ladeira.
Principais autoras da fraude antropológica referente aos Guarani do Paraguai, ambas profundas conhecedoras e estudiosas do tema, não podem alegar algum viés no vasto texto histórico bibliográfico disponível e dele extrair algo que possa sequer presumir, supor ou mesmo conjeturar uma provável sustentação às suas teses e relatórios antropológicos iniciais, referentes ao índio Guarani imigrante do Paraguai. Ambas priorizaram suas aspirações pessoais em detrimento da ética e do respeito às populações indígenas Guarani marginalizadas, sob o olhar complacente da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina.

TEXTO LEGAL CONSTITUCIONAL
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O Art. 231 da Constituição Brasileira: “SÃO RECONHECIDOS AOS ÍNDIOS SUA ORGANIZAÇÃO SOCIAL, COSTUMES, LÍNGUAS, CRENÇAS E TRADIÇÕES, EOS DIREITOS ORIGINÁRIOS SOBRE AS TERRAS QUE TRADICIONALMENTE OCUPAM, COMPETINDO À UMIÃO DEMARCÁ-LAS, PROTEGER E FAZER RESPEITAR TODOS OS SEUS BENS."
Ao texto legal acima Ladeira e Darella, obrigatoriamente, teriam que adequar seus textos tendenciosos. É no Art. Constitcional 231 que se devem amparar as proposições pertinentes a oficialização de uma reserva indígena. O sentido literal da palvra tradicionalmente é que impulsiona as antropólogas Ladeira e Darella a "adequarem" toda as suas produções técnicas e científicas. Para que a FUNAI cumpra as determinações legais o grupo indígena pretendente a uma reserva deve ter a etno-história, distribuição geográfica e cultura adequada ao texto constitucional. O grupo indígena deve ser o tradicional habitante da região ou terra pleiteda.

MATERIAL DE TRABALHO - indígena - inexistente na costa sul brasileira desde a extinção nos meados do século XVII – segundo bibliografia - deveria ser suprida para que Projeto Guarani de Maria Inês Ladeira, proprietária da Ong – CTI (Centro de Trabalhos Indigenistas), fosse operacionalizado a partir da década de 1990 em Santa Catarina. Para tanto, a UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina concedeu a chancela institucional para Aldo Litaiff, representante do Projeto Guarani/Ong-CTI em Santa Catarina e Maria Dorothea Post Darella. Ambos, mestrandos em antropologia indígena, em conjunto com Maria Inês Ladeira foram os principais autores no primeiro processo demarcatório para fins de uma reserva indígena paraguaia na região denominada grande Florianópolis. Litaiff e Darella, eram a época apenas aspirantes ao grau Mestre em Antropologia pela UFSC.
Material humano disponibilizado nos confins do Paraguai ou ainda na província de Missiones na Argentina, estes últimos também originários do Paraguai, teve início na década de 1990 a imigração Guarani destes países em direção à região de Florianópolis – SC, concomitante a ascensão curricular dos protagonistas antropólogos catarinenses dos encaminhamentos, ditos científicos, que culminaram na fraude histórica referente aos povos autóctones do Paraguai.  

AGENTE FINANCIADOR - o DNIT, em Brasília, ao longo de mais de uma década tem sido un dos instrumentos repassador de verbas à FUNAI que pretensamente as utiliza em prol dos imigrantes indígenas paraguaios. Documentos comprovam que mais de uma dezena de milhões de reais já foram repassados. Documentos traduzidos de fato como relatórios antropológicos fraudados, sem justificativas legais, mas de autoria sempre do mesmo grupo de antropólogos que sem qualquer compromisso, ou temor, justificam o repasse de parte destas verbas para fins de “estudos antropológicos”. Desnecessário comentar a condição miserável de existência que padecem os indígenas paraguaios uma vez em território brasileiro.
Ainda em referência a proliferação de relatórios, laudos e pareceres antropológicos originados a partir de uma documental fraudada, os mais representativos e prejudiciais são aqueles atribuídos ao DNIT – Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte que fazem referência a obra de duplicação da Br101 -  trecho Paraná Santa Catarina - todos subscritos ou por Maria Ines Ladeira/Ong – CTI (Centro de Trabalhos Indigenistas) ou Maria Dorothea Post Darella/UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina. Estes relatórios seguem o modus operandi das antropólogas e são os responsáveis por mais de dez anos de atraso da obra rodoviária na região citada, bem como, contabilizam centenas de milhões de reais em majoração entre outros usos incorretos do Erário.


CONCEITUAÇÕES INICIAIS FRAUDADAS -

A seguir, quatro principais conceitos antropológicos
, linguísticos e históricos necessários à adequação das fraudes antropológicas, ao texto legal e normas técnicas que definem a pertinência ou não de uma reserva indígena:
- O conceito Linguístico Guarani
- A Distribuição Geográfica Guarani
- Os Carijó da Costa Sul
- O Êxodo Guarani


O CONCEITO LINGUÍSTICO GUARANI - o termo Guarani - sempre no singular segundo norma antropológica – refere-se à língua falada, manifestada através de diferentes dialetos, caracterizados conforme a distribuição geográfica dos distintos grupamentos indígenas, circunscritos aos povos Guarani originários do Paraguai. Portanto, Guarani é uma classificação linguística.
A língua Guarani na classificação linguística pertence ao tronco das línguas indígenas TUPI. A escala abaixo do tronco TUPI, na classificação linguística, determina que a língua Guarani pertença à família de línguas TUPI-GUARANI que por sua vez, se desdobra em dezenas de outras línguas, entre estas está a língua Guarani. Novamente, Guarani não é um povo indígena, mas sim a língua falada por distintos grupamentos de povos indígenas com distintas distribuições geográficas, mas com profundas semelhanças na lingua falada.
O termo Guarani assim como o Guarani Crioulo, língua falada atualmente no Paraguai, e o Guarani Paulista, falada em São Paulo em tempos remotos, são corruptelas das centenas de línguas originais e faladas a época colonial pelos indígenas que habitavam as regiões do Paraguai, Argentina, Brasil, e Uruguai. Os Jesuítas para disciplinar e tornar compreensível o diálogo entre todos, brancos europeus e indígenas, criaram a língua Guarani que se conhece hoje, a partir de uma mescla do idioma do povo Tupi com o idioma dos Guarani.
Ladeira e Darella, tratam o termo Guarani de modo superficial, usando-o para generalizar diferentes grupos indígenas da fala Guarani. Originários de distintas regiões do Paraguai ou Bolívia, Pay-Taviterá, Tambeopé, Xiripá, embora falem a língua Guarani através de seus dialetos diferenciados, para Ladeira e Darella são apenas Guarani, não merecendo portanto, distinção quanto a manifestação cultural.

A DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA GUARANI - a distribuição geográfica dos povos Guarani compreende o Paraguai, Bolívia e algumas áreas circunscritas aos extremos oeste do Mato Grosso do Sul, província de Missiones, Paraná e Rio Grande do Sul. Não há relato da presença tradicional no extremo oeste de Santa Catarina. Nos casos dos dois Estados do Sul pode-se afirmar que as citadas regiões extremas, eram faixas de amortecimentos entre culturas antagônicas, coabitada e disputada violentamente entre Kaingang do brasil e Guarani do Paraguai.
Ladeira e Darella, sem qualquer sustentação bibliográfica, estendem o território tradicional ocupados pelos Guarani até o extremo leste do Brasil, costa atlântica. Ladeira vai mais longe ao definir todo o território brasileiro, como sendo tradicionalmente ocupado por Guarani do Paraguai. Ao propor esta fraude, em particular, ambas se valeram do crescente número de famílias de indígenas paraguaios que imigraram do Paraguai a partir da promulgação da constituição Brasileira de 1988, estimulados principalmente pelo PROJETO GUARANI de Ladeira. Não se pode deixar de mencionar os recentes conflitos no Paraguai, envolvendo disputas de terras entre colonos brasileiros e indígenas paraguaios. O governo paraguaio aproveita estas questões para estimular a saída do indígena Guarani, o que considera uma solução para um problema social naquele país.
Ladeira e Darella, também se valem de um conceito arcaico que nominava no período colonial qualquer indígena do sul do Brasil, pela terminologia Guarani. Até o século XIX quando surgiram estudos mais aprofundados sobre os grupos Tupi-Guarani, todos indígenas do sul do Brasil eram conhecidos por Guarani. Depois com os aprofundamentos nos estudos, surgiram novos conceitos: Kaingang, Xokleng, Tabajara, Ubirajara, CARIJÓ, etc.

OS CARIJÓ DA COSTA SUL -
a população
Carijó, segundo bibliografia, ultrapassava os 200 mil indígenas, mas foram os primeiros povos dizimados ao sofrerem o impacto das doenças e demais agruras, advindas dos europeus colonizadores. Os Carijó habitavam a costa sul brasileira compreendida entre Cananéia e o Rio Grande do Sul.
Talvez a mais ignóbil fraude científica e humanitária de Ladeira e Darella é admitir que os Carijó do Brasil e os Guarani do Paraguai, são, ou eram, (??) o mesmo povo. Ao assim proceder, ambas sepultam a pesquisa etno histórica tão necessária para compreensão dos nossos hábitos e cultura, herdada dos Carijó. O povo Carijó é pouco estudado a despeito da existência de farto material e referências, mas o historiador ou antropólogo Brasileiro ainda não procurou aprofundar o conhecimento neste tema, o que dá margem para fraudes históricas como as que praticam Ladeira da Ong-CTI (Centro de Trabalhos Indigenistas) e Darella da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina.

O ÊXODO GUARANI -
outro absurdo travestido de ciência, mas que é citado por Ladeira para justificar a ocupação de qualquer área do Brasil por Guarani do Paraguai, de modo que os indígenas “retornem aos seus verdadeiros territórios” conforme cita Ladeira.
Esta invencionice propõe que os Guaranis fugiram da costa em direção ao Paraguai, "desaparecendo". Uma fraude necessária às justificativas para estimular e propor a saída do povo indígina paraguaio em direção ao Brasil.

Finalizando, o texto Constitucional foi sábio ao preservar o vínculo entre a terra e o povo originário desta terra ao prever que a quebra deste preceito, levaria a extinção de um grupo quando submetido a remoção de uma região adequada a seu modus vivendi, para outra estranha aos seus hábitos e costumes.
Maria Inês Ladeir/Ong - CTI(Centro de Trabalhos Indigenístas) e Maria Dorothea Post Darella
ao burlar o texto constitucional, desprezaram o mais fundamental princípio antropológico:
- A preservação cultural de um grupo étnico indígena no local tradicionalmente habitado por ele, enquanto sociedade livre e distinta -
Ambas são responsáveis pela proposição de reservas indígenas que abrangem Guarani do Paraguai com Xokleng e Kaingang do Brasil. Os Guarani que aqui chegaram na década de 1990, reféns das fraudes antropológicas, invariavelmente devem negar sua cultura Guarani do Paraguai para assumir uma cultura que não existe mais, a dos Carijó da costa sul brasileira. A lingua, outro marcador de um grupo étnico distinto, é mesclada com o Kaingang e Xokleng.
Por isso é adequado chamar o Guarani em terras brasileira por material humano, a serviço das teses, currículos e justificativas para que antropólogas e antropólogos fraudadores, recebam seus vergonhosos salários de Mestres e Doutores da Patranha Guarani.